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Os usuários das bibliotecas







Continuando nossa jornada pelo universo das bibliotecas, abordarei acerca de seus usuários, que utilizam as bibliotecas são dos mais variados possíveis, pois cada um é atrelado a um nível cultural diferente do outro, possuindo necessidades, expectativas e informações diferentes.

Sobre tais, a literatura os caracterizam como sendo “usuários da informação”, existindo inúmeros conceitos de vários autores que se debruçam especificamente em conhecer este tipo de perfil. Todos eles estão inseridos dentro da perspectiva da sociedade da aprendizagem, o que podemos, chamá-los, também, assim, de aprendentes.

Abaixo, enfatizaremos alguns conceitos que preponderam dentro da literatura da ciência da informação, sobre usuários da informação, tais, como:
“são indivíduos, grupos ou comunidade, favorecidos com os serviços da biblioteca, sistemas ou centros de informação e documentação”. (MORAES, 1994).
            “é aquele indivíduo que necessita de informação para o desenvolvimento de suas atividades”. (SANZ CASADO, 1994).
            “é um agente essencial na concepção, avaliação, enriquecimento, adaptação, estímulo e funcionamento de qualquer sistema de informação”. (GUINCHAT E MENOU, 1994).

Tomando como guia estes conceitos, podemos traçar uma discussão sobre os variados usuários e perceber o tipo de biblioteca que freqüentam e sua necessidade de informação, bem como outras unidades de in formação, como, por exemplo, os museus e os arquivos.

No bojo desse processo, é patente ressaltar que a informação deixou de ser uma utilidade de posse de uma minoria e passou a ser um bem desejável e utilizável por milhares de pessoas no mundo inteiro. Ela é um fator norteador de mudanças para os indivíduos nas sociedades que vivem, pois na era da globalização e tecnologias, as pessoas que melhorem se adequarem a estas, terão sucessos mais eficazes num projeto de vida.

Desta forma, dizemos sem temer que a informação está em todos os lugares. A era pós Revolução Industrial dinamizou a vida dos seres humanos, em todas as áreas e campos dos saberes. Um ser bem informado, conectado com esta sociedade da informação está cada vez mais apto a ser um disseminador inexorável do fenômeno chamado informação.

Por outro lado, também não podemos de deixar de registrar que existem aqueles grupos que não dispõe de informação suficientes para serem agentes ativos nos processos de disseminação nessa sociedade da aprendizagem, o que os fazem buscarem a inclusão como mecanismo de inserção no campo informacional. Todavia, não precisa ser um fenômeno em tecnologia para realizar façanhas na rede, porém, é fundamental que se tenha ao menos uma vivência diária com as máquinas. Vemos pessoas que não têm instruções, mas que conseguem ser excelentes manuseadores das mídias tecnológicas, pelo fato da mesma ser objeto de desejo de todos.

Diante dessas exposições, a informação surge quando os seres humanos ainda são pequenos. Sendo assim, as crianças é um dos públicos, ou talvez, “o público mais complexo dos serviços de informação”. (MILANESI, 2002, p.56). Isto se deve ao fato da fase da curiosidade que elas são acometidas a ter. Os impactos tecnológicos contribuem para chamar atenção dos menores nesta era. São, em tese, um grupo bem interessante no contexto da sociedade do aprendente.

As crianças têm anseios que necessitam de assistências individuais. Este grupo de usuários requer todo um cuidado especial, tendo em vista que as crianças procuram a biblioteca para buscarem respostas daquilo que seus professores lhes passaram, bem como, em muitos casos, apenas inteiramente por prazer. A questão da educação que os pais dão aos filhos também é norte interessante, porque se não há incentivo a leitura, certamente, elas optarão pela televisão, ou pela internet e acaba se consistindo numa atividade em que o lúdico é mais preponderante. Isto sem contar na questão econômica, em que uma criança mais rica dispõe de meios tecnológicos mais empoderados no processo da aprendizagem. Isto não é regra, mas é um fator que tem de ser levado em consideração.

Um outro grupo de usuários são os estudantes. Aqui quando falamos deles, ressaltamos aqueles que entram na fase da adolescência, onde o nível de trabalhos e pesquisas passam a ser maiores devido ao aumento de conteúdos, bem como as exigências dos professores. Nesse contexto, as expectativas desse grupo são diferentes das dos menores. De acordo com Guinchat e Menou (1992) este grupo aspira uma relação de aprendizado como atitude com relação à informação e possuem um tipo vulgarizada enquanto à necessidade de informação.

A questão da adequação do espaço ao público é fundamental. Geralmente, nesta faixa de idade da adolescência os interesses também se desviam para outras questões que começam a surgir, como os relacionamentos, por exemplo. Em muitos casos, os estudantes não sabem como conciliar estudos com o namoro, o que acarreta um desempenho irregular nas atividades solicitadas pelos professores. Neste caso as cópias feitas da internet são sempre freqüentes.

Mais maduros, o grupo de usuários universitários são outra categoria interessante. E, para eles, a possibilidade de pesquisarem em bibliotecas grandes e muitas vezes bem aparelhadas. É sempre importante também ressaltar que a questão da maturidade nem sempre é regra, porque também existem aqueles que ainda mesmo nas universidades desenvolvem as mesmas potencialidades enquanto estavam no ensino médio.

A internet, para o terceiro grau é sempre um instrumento forte no sentido pela busca da informação. Existe muita reciprocidade entre os usuários, no que concerne aos textos, aos links, bases de dados e etc, na tentativa dos mesmos solucionarem seus desejos de informação. São grupos extremamente complexos dentro dessa sociedade do aprendente.

De acordo com Sanz Casado (1994), os pesquisadores são agrupados em função de seus hábitos e necessidades de informação. O grupo é formado por uma ampla gama de cientistas puros e experimentais, tecnólogos, cientistas sociais e humanistas, apresentando características similares no que se refere ao uso da informação. As fontes de informação depende da especialidade de cada um, sendo as mais freqüentes as primárias e secundárias: periódicos, monografias, anais, teses, manuais, índices, revistas e base e dados etc.

A busca pela informação é realizada pelo próprio usuário ou por profissionais da informação. Para este tipo de usuários a informação é matéria prima que utilizam em seus processos científicos para gerarem novos conhecimentos. As barreiras a comunicação da informação para este grupo serão bem menores pelo fato dos mesmos terem um nível de pesquisa mais acentuado, porém, não estão imune a passarem por problemas de tempo, eficiência, tecnologia e terminológicas, por exemplo.

Por fim, o maior de todos os grupos de usuários: o cidadão. É inerente se achar que este grupo porque não está na escola ou na universidade não precisa de informação. Mas, pelo contrário é quem mais precisa, porque estamos falando dos homens mais comuns que estão nas ruas, lojas, fábricas, casas, agricultura, no ramo liberal, idosos e etc.

Neste caso o estudo desse tipo de usuário se torna complexo devido a sua grande heterogeneidade que se traduz na dificuldade de estabelecer grupos de usuários em função de suas necessidades de informação. O tipo de informação que necessita o cidadão comum é muito variado e dependerá da atividade que esteja realizando, ou de interesses pontuais por determinados temas da atualidade. Neste sentido, a informação científica e técnica que necessitam tem que ser interpretada e aplicada, apropriadamente, para que entenda a sociedade em que está inserido.

Ao fim e ao cabo, cada grupo realiza suas necessidades de acordo com a quantidade de informações que recebem. Tendo ela reconhecida, procura-se definir como se satisfazer e como se processará a definição do objeto. Cada categoria tem formas de informação preferenciais em cada caso específico. 

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