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A COMUNIDADE CIENTÍFICA E A INFORMAÇÃO: o papel das bibliotecas e dos bibliotecários


 
 
Traçar o caminho que têm as bibliotecas e os bibliotecários e como usam a informação no contexto da sociedade da aprendizagem é uma tarefa árdua, já que “vivemos em uma sociedade, na qual aprender constitui uma exigência social crescente que conduz a um paradoxo: cada vez se aprende mais e cada vez se fracassa mais na tentativa de aprender”. (POZO, 2007, p.34).

Em toda profissão a busca pelo aprendizado é valiosa. Mas, para a Biblioteconomia, este aprendizado é muito importante, pois sua área possui afazeres onde errar não é permitido, como por exemplo: a indexação e a catalogação de um livro. O fracasso pode até ocorrer, mas, certamente, será um erro crucial no trabalho dos bibliotecários e sua missão nas bibliotecas.

Nascimento (2000) em seu artigo ressalta que existe um modelo a ser seguido quanto a atuação do profissional de informação e diz que os bibliotecários a exemplo dos demais profissionais, têm que aprender na escola e na vida, num contexto educacional que comporta o ensino formal descrito no formato presencial e à distância, na aprendizagem colaborativa, na auto-aprendizagem e na aprendizagem possível, através da comunicação informal. O reconhecimento do aprendizado adquirido na universidade logo se defronta com os meandros do mercado em expansão, do surgimento de novos competidores e da gestão de novos paradigmas. Nesse sentido, a aprendizagem e o conhecimento são os melhores instrumentos para garantir os direitos de cidadania e, ao mesmo tempo contribuir com o outro lado da questão – os deveres de qualquer cidadão. A conquista do profissional da informação nessa sociedade que se anuncia consiste em “Aprender a aprender” porque sua principal missão reside, essencialmente, na manipulação do estoque de informação, trabalhando com o ciclo do conhecimento: criação, disseminação, assimilação, sistematização e aplicação do conhecimento (NASCIMENTO, 200 p.1).

Tomando como base este ensinamento, vamos analisar como as bibliotecas são importantes para o trabalho dos bibliotecários. É muito importante deixar claro que estes espaços remontam a Antiguidade Clássica, como forma de preservar os conhecimentos gerados pelos homens, em diferentes sociedades. O surgimento das mesmas foi possível mediante a demanda de informações, bem como a necessidade de registros de conhecimentos e de suas conservações, por exemplo. Durante o universo medieval os espaços e o papel assumidos pelas bibliotecas foram o de ficarem restritas aos espaços da Igreja Católica e dos seus mosteiros. Isto coincide com o poder da igreja que naqueles séculos produzia e tornava legítimos os conhecimentos.

Mas o tempo evoluiu e a biblioteca moderna possui inúmeros tipos, que vão das nacionais, até as comunitárias, passando pelas públicas, universitárias, especializadas, escolares, especiais, ambulantes e etc. De uma maneira geral, as bibliotecas enquanto lugares de organizações possuem três grandes papéis, que são: o administrativo e organizacional, como função gerenciadora; a seleção, aquisição, catalogação, classificação e indexação, como função organizacional e, como função divulgadora: a referência, os empréstimos, a orientação, serviços de disseminação e extensão, por exemplo.

O papel de gerenciamento é sempre acompanhado de uma política para a biblioteca para que a mesma possa buscar o seu melhor desempenho. O papel organizacional presume atividades especializadas, como catalogação e classificação do acervo, indexação, pois tais serviços são essenciais nas unidades de informação. Já o papel da divulgação é muito importante e deve ser uma tarefa de preocupação, tendo em vista que consiste na comunicação do que os usuários as informações necessitam. 

No entanto, o papel do bibliotecário\profissional da informação é imenso. São muitas responsabilidades. A sociedade da aprendizagem com a sua grande demanda de informação e aparato tecnológico o fez por chamar os bibliotecários como profissionais da informação.  De acordo com Le Coadic (1996) esses profissionais são aqueles que adquirem informação registrada, indexam, armazenam, recuperam e distribuem essa informação em sua forma original ou como produtos elaborados a partir dela. (p. 106). Para Guinchat e Menou (1994) estes profissionais incluem subcategorias de uma profissão única, a de “especialista em informação”. (p. 95).

Apresentando estas duas visões percebemos o quanto é complexo a atividade do bibliotecário, assim como seu campo de atuação, que não é apenas restrito as bibliotecas, mas, também, as editoras, livrarias, empresas, bancos, bases de dados, museus e etc. Estes modelos ditam uma tendência a estar imerso em uma sociedade em que a dependência e a intensidade do uso de serviços e produtos que informem sejam sempre o modelo a ser seguido.

Sendo assim, ressaltamos que a comunidade científica tem um amplo desafio pela frente no que concerne ao campo da Biblioteconomia e da informação.

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