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O Cotidiano e a Informação



Pensando o conceito de informação que já apresentamos em outros artigos, que em tese diz que a globalização é requisito substancial no processo de acumulação de informações, trataremos de apresentar como o cotidiano representa tamanha importância para a sociedade de hoje, analisando como a informação emergiu do lombo dos burros na Antiguidade até ao advento da Internet, pós Revolução Industrial. É sobre esta ótica que iremos nos debruçar a partir deste tópico.

O cotidiano está inexoravelmente arraigado no seio das sociedades. E em cada processo do dia-a-dia, surgem sempre reflexos das práticas circunstanciais da sociedade da aprendizagem, ou seja, os homens nas sociedades tomam seu cotidiano para buscarem sempre o aprendizado de algo. Seja em escolas, repartições, universidades. É uma atividade que requer um pluralismo enorme.     Desta forma, apresentaremos como a informação foi evoluindo da Idade Antiga até a os dias de hoje, cerceadas por mutações severas, que impuseram aos homens em diversas épocas a necessidade de se moldarem as novas tendências.  

Na antiguidade, com as enormes distâncias entre as sociedades a disseminação da informação era dificultada, todavia a tração animal dos lombos dos burros foi a maneira primitiva de circulação da informação. Conforme Milanesi (2002, P. 35-36) “grandes distâncias eram vencidas por cavaleiros ou condutores de carroças. Os rios poderiam ser vias, mas o transporte fluvial era tão lento quanto o dos cavalos”.

O sentido histórico é o da evolução e o que passou a ser feito por animais, com a descoberta do vapor foi substituído pelo trem, que passou a ser peça de tamanha singularidade no processo de transporte não só de pessoas, bem como de impressos, como, por exemplo, os jornais. Percebe-se assim, uma crescente rapidez no processo de disseminação da informação e na circulação dos bens culturais e do conhecimento. Então, os trens eram sinônimos de transportes dos meios de aprendizagem e começou a dar nova dimensão ao cotidiano das pessoas, até porque, além de jornais levavam, também, revistas e livros. Para se ter uma noção, é devido a este meio de locomoção que a primeira biblioteca brasileira pública, em Salvador foi sendo estruturada.

As rotinas e práticas tiveram um grande “boom”, com a explosão do rádio e da televisão. O rádio apresentou um contexto de pela primeira vez na história diminuir a distância que existia entre a comunicação. A televisão, por sua vez, trouxe mais dinamicidade, radicalização, porque foi um meio que unia as famílias em frente dela. Nos lugares de educação mais vulnerável, “a televisão trouxe um volume maior de conhecimentos assimilável que se tornou desejável”. (MILANESI, 2002, p. 41). Mesmo assim, as bibliotecas não tiveram seus papéis mudados. Somente na década de 70, no Brasil, que se teve uma estimativa de popularizar a necessidade de leitura.

Porém, com o avanço tecnológico, com a Internet, o computador transformou-se em peça fundamental no papel de informar. Com a popularização da internet e suas ferramentas, instala-se hoje a lógica da comunicação em substituição à lógica da transmissão  na qual o aprendente é convidado à livre criação,  e a aprendizagem ganha sentido sob sua intervenção.

Nesse contexto, a interatividade possibilitada pelas tecnologias de rede e informação amplia as condições de interação e aprendizagem, ao configurar cenários educacionais próprios à cooperação e colaboração, e apoio à construção de conhecimentos.

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