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E SEU NOME ERA JOSÉ: aspectos da biografia de José Idebrando Dantas de Meneses. (1949-2003)



Nesta semana que completa 14 anos de sua partida terrena, aproveitarei para escrever um texto que exalte a memória do meu pai, um grande José, fazendo, assim, uma narrativa biográfica, gênero interessante do conhecimento histórico.

José Idebrando Dantas de Meneses nasceu no engenho de Consolação, na cidade de Cruz de Espírito Santo aos nove de fevereiro de 1949 e veio a falecer aos vinte e nove dias do mês de março de 2003. Filho do ferroviário José Cândido de Meneses e da Auxiliar de Serviços Gerais, Maria das Neves Dantas de Meneses, teve desta união dois irmãos sanguíneos e um por adoção. Quando criança estudou toda sua vida na cidade de Santa Rita, em uma escola que hoje não mais existe, Instituto professor Àlamo. Depois, ingressou na escola estadual Enéas Carvalho, completando o primeiro grande ciclo. Graduou-se em Odontologia pela Universidade Federal da Paraíba, em 1982, em que exerceu seu ofício por mais de 30 anos. Graduou-se, primeiro, em Ciências Biológicas (1980), onde exerceu por alguns anos à função de regente de ensino do colégio estadual Enéas Carvalho, atuando também como odontólogo e diretor da unidade. Trabalhou por mais de 30 anos na Prefeitura Municipal de Santa Rita, como dentista. Foi amado e odiado por seus pacientes. Pelos mesmos anos trabalhou no governo do Estado, ocupando vários cargos comissionados de direção de centros odontológicos.

Casou-se, em 1977, com a professora Tereza Cristina Morais Dantas de Meneses, na capela do colégio Marista Pio X, resultando desta união dois filhos, o contador e bancário, José Idebrando Dantas de Meneses Segundo e o professor e bibliotecário, Hérick Dayann Morais de Meneses, ambos graduados pela Universidade Federal da Paraíba. Foram casados por mais de 25 anos e tiveram uma vida estável e feliz, moldadas por amores e brigas, que são temperos de quaisquer relacionamentos. Ao longo deste casamento construíram de baixo uma história de superações. Morou por longos anos no Alto das Populares, em Santa Rita, e, depois, no centro da mesma cidade, onde também funcionava o seu consultório, na rua Epitácio Pessoa, conhecida como a “rua do cantinho”.  Tinha inúmeros pacientes, desde os populares até as pessoas mais tradicionais da cidade, como o professor doutor e magnífico reitor Francisco de Paula Melo Aguiar e toda a tradicional família Maroja, da qual tiveram fortes laços de amizade.

Em sua vida social, fundou junto com amigos diversos times de futebol e jogou em vários clubes da cidade. Era um homem pacato e de pouco amigos. Era muito dedicado a família de casa, a esposa e os filhos. Desenvolveu inúmeros projetos odontológicos, com atuações em diversas unidades de saúde: centro de Saúde Santa Rita, hoje o CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), localizado no centro da cidade; Flávio Maroja, Barão do Abiay, PAM de Santa Rita, Celeste Ribeiro, APAE e em toda zona rural. Trabalhou também em diversas usinas da cidade e de seus arredores, como a Japungu, a Miriri e outras mais.

No início do verão de 2003 passou a desenvolver uma espécie de depressão, sendo diagnosticado mais tarde, com meningite tuberculosa, ficando hospitalizado no Hospital Samaritano em João Pessoa e por orientação da equipe médica sendo transferido para o hospital universitário Lauro Wanderley, onde veio a falecer às 00h09m do sábado do dia 29n de março de 2003.

Não recebeu muitas homenagens em vida, mas deixou um legado grande de contribuições para a saúde pública. Virou nome de rua em 2005, por um projeto de lei do então vereador Naelson Fernandes Panta (Pantinha) e homologado pelo prefeito Marcus Odilon Ribeiro Coutinho.

Ao fim e ao cabo, deixo aqui todo meu respeito, amor e carinho por este homem que foi o mais influente na história da minha vida. Que este espaço leve para os leitores um pouco da vida e trajetória deste homem que foi UM GRANDE JOSÉ!!!!

(MENESES, Hérick Dayann Morais de, 2017).

5 comentários:

  1. Perfeito, extraordinária a ideia de imortalizar a história desse grande homem.

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  2. Hérick, eu sei o quanto amava seu pai. Homenageá-lo, é muito bom, porque quem o conheceu sabe que tu herdou muito dele. Parabéns pela escrita educada, doce e leve.

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  3. Incrível a facilidade de encaixar as palavras com os sentimentos. Consegui sentir todas as emoções e o respeito com o qual Dayann escreveu tão nobremente em homenagem ao pai. Mais uma vez recebeu a nota 10 pelo texto esplêndido

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  4. Idebrando grande homem! Belíssima homenagem!

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  5. Homem firme, forte e respeitado, lembro bem das vezes que parava por alguns minutos enfrente a casa dos meus avós, conversas positivas e equalizadas tinha com meu avô EVILÁSIO CAVALCANTI!
    BELÍSSIMA HOMENAGEM!!

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