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22 DE ABRIL DE 2017: 517 anos de história. Há o que comemorar?


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Na semana que estamos prestes a completar 517 anos de História, de uma nação invadida e explorada, o cerne deste debate é: o que comemorar?

Antes de tudo, não é nossa tarefa (dos historiadores) fazer juízo de valor, mas é nossa missão elaborar o debate e fazer a provocação. O que comemorar nestes 517 anos que fomos e somos saqueados?

Pois é, foi em 22 de abril de 1500 que nossa história de povos explorados começou. Os portugueses friamente saquearam o Brasil, levando para Europa nosso pau-brasil (árvore em abundância na época), nosso açúcar e ouro. Enriqueceram a “custa de nossos sangues, vidas e fazendas” (célebre frase da tese de doutorado da professora doutora Regina Célia Gonçalves).

O tempo passou e já estamos em 2017. Deixo aqui uma indagação: o que andam nos saqueando agora? Será nossa educação, nossa saúde, nossos direitos trabalhistas?

No bojo deste processo, estamos com uma educação falida, de alunos que não sabem mais quais são seus papéis, de professores desmotivados e desvalorizados, de salas de aulas sujas, quentes e sem iluminação, de merenda precária, de abuso de poder: um caos!!!!

Na saúde, postos fechados, sem médicos e remédios, sujos, sem aconchego para quem deles precisam, profissionais também desmotivados e desvalorizados: um caos!!!

Segurança pública e leis trabalhistas afundadas... ultrapassadas!!!! O que vemos por aí é uma tramitação de mudanças que ferem ou irá ferir os direitos dos trabalhadores. Vemos, ainda, políticos sujos, corruptos, envolvidos na lama da corrupção, com desvios milionários e que deveriam estar sendo usados na sociedade...

Fomos lesados na nossa história política. É golpe por cima de golpe. É corrupção por cima de corrupção. O estranho é que mesmo com tantas mobilizações, questionamentos e protestos, nada nos leva a nenhum horizonte. Mas, a luta tem que ser diária, contínua e precisa.

Nem tudo é tão ruim, porque temos homens de bem, honestos e trabalhadores. Temos pessoas preocupadas, lutadoras, solidárias e que dão o seu melhor ao que propõem a fazer. Apoiado nestas premissas, resta uma luz no fim do túnel.

Ao fim e ao cabo, há quem veja e tenha motivos para comemorar: os usurpadores do povo, que estão tomando seus drinks caros e rindo das pessoas. Estão em suas coberturas de luxo, com seus carrões e outra parte está nos gramados, ganhando milhões com jogos de futebol, ou nas emissoras de televisão, as tais ditas celebridades.

No bojo deste percurso, resta não perder o foco e a vontade de fazer o melhor, de ser o melhor, claro que sem passar por cima dos demais, mas vivendo de forma autêntica e buscando fazer a diferença.


Hérick Meneses






2 comentários:

  1. Adorei, Hérick. Fico ansiosa pela sexta para poder ler o que você nos traz. Parabéns pela linguagem clara e objetiva!!!

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  2. belíssimo texto continue escrevendo esses artigos interessantes.

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