Fatos históricos, políticos, econômicos e sociais. A História, relida e recontada.

Brasil: um país em colapso?



 Estamos prestes a completar 517 anos de História. Mas, será, que temos ou teremos o que comemorar?
            
Ana Carolina em sua música “Brasil corrupção” tece duras críticas ao sistema político e econômico do país, que é atual e pelas perspectivas de hoje continuarão por um bom tempo atualíssimo.
            
Somos umas das 25 maiores economias do mundo, todavia a sensação e a verossimilhança que temos é a de que não progredimos. Qualquer meio de comunicação que nos conectamos, vemos notícias de corrupções, deslealdade, desesperança e etc. Uma saúde caótica; educação perdida, funcionalismo público desmotivado, segurança pública falida, enfim, um caos.
            
Estas questões não são de agora, remontam à colonização imposta pelos portugueses, perpassa pelos anos de monarquia imperial portuguesa e que chega até os dias de hoje. Éramos a nação da exploração, tendo nossos produtos saqueados. Foi assim com o pau-brasil, com o açúcar, com o algodão, com a borracha e com o café. Uma história moldada por revoltas, crises de paradigmas, ladeadas por um povo sofrido.
            
Ao alargar dos horizontes e das fronteiras, a Nação que se formou continua em todos os aspectos, a terra do colapso. Somos o país com os indicadores mais baixos em saúde, educação, infra-estrutura, segurança e qualidade de vida. Já faz anos que todas as nossas notícias em maioria são ligadas e estão as questões de corrupções, de educação falida, gestores que em seus discursos iludem os seus eleitores, mas, que, na prática, a realidade é outra. Postos de saúde fechados. Crise na política. Crise na economia. Crise na energia. Ahhh, é crise por tudo que é de lado.
            
E aí, qual a receita? É possível enxergar melhoras? Deixo a pergunta para que vocês tirem suas conclusões, até porque minha questão não estar aqui em deixar meus julgamentos, porém, fazer com quem ler este texto tenham as suas próprias considerações. Apenas o nosso dever é o de alertar e deixar claro que isto não ocorre apenas na sua cidade, mas em todos os municípios, no Brasil por inteiro.
            
Todavia, não podemos perder a esperança e se faz necessário que façamos nossa parte. Se ficarmos apenas nas críticas o tempo todo e nada fizermos para melhorarmos como cidadãos, de nada vale o discurso. A crítica é louvável, desde que as ações também sejam. Então, que tal começarmos as mudanças por nós? Tais mudanças não significam dizer que vamos mudar, mas pequenos atos, como um simples “bom dia”, “obrigado”, “por favor” já começam a  fazer toda a diferença.
            
Ao fim e ao cabo, sejamos ríspidos com todos os nossos problemas, porém, sejamos, também, articuladores e lutadores de uma sociedade mais justa e igualitária. Vamos a frente. Lutemos pelo país, pela educação, saúde. Lutemos por àqueles que estão as margens. Sejamos responsáveis pelas nossas ações e pelos nossos ditos e feitos.

MENESES, Hérick D. M. de, 2017.

            

2 comentários:

  1. Simples é preciso. Deixa para nós a reflexão! Parabéns!

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  2. Parabéns pelo texto que nos faz refletir e ver de forma macro a maneira como se formaram os problemas de nossa sociedade atual. Realmente, um pensandor, um historiador que consegue nos remeter ao passado, sem tirar-nos do presente.

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