Fatos históricos, políticos, econômicos e sociais. A História, relida e recontada.

As fontes históricas dos historiadores



Vocês já ouviram falar nesta famosa frase popular que diz assim: “tenho minhas fontes”?? Pois é meus caros, todo profissional bem preparado precisa de fontes certeiras e trabalhamos com um montante delas. Aqui, quero destacar as que considero importantíssimas para o trabalho com História: as fontes documentais, arqueológicas, impressas, orais, biográficas e tecnológicas,
            Os historiadores, quando arrumam à informação precisam ser: pontuais, factuais, buscando padrões de verossimilhança, organizando seu “métier” com as chamadas fontes históricas. Nos apropriamos delas para que nossas perspectivas e métodos de trabalhos tenham coesão histórica e as mais diversas técnicas de trabalho na sua “operação historiográfica”. Como já dissemos nos textos anteriores, o tempo é o grande barato da coisa, na linguagem popular, “é a cereja do bolo”...  As fontes históricas precisam, ainda, ter historicidade, ou seja, à concretização do trabalho depende do que elas dialogam com os detentores da organização do conhecimento temporal – os historiadores.
            No bojo deste percurso, ressaltamos que as fontes documentais estão espalhadas nas mais variadas localidades. Na sua casa, você tem uma. No seu carro, você tem uma. Dentro de você, existem várias!!!! A àquelas que estão espalhadas pelos inúmeros arquivos e os mesmos são uma expressão máxima de politização das fontes e de seus percalços. Os documentos, os papéis falam muito a nós e muitas vezes não nos damos conta. Exemplo: escreves hoje um texto e o leres novamente há dez anos; verás o quanto de mudanças existiram, mas que cabem novas reformulações do saber e fazer históricos.
            A arqueologia além de ser uma imponente ciência que dialoga com a História, produz uma rica documentação material, inúmeros vestígios deixados pelos homens ao longo do tempo. As fontes arqueológicas datam períodos, apontam remotos lugares e desvenda fatos incríveis. Um exemplo simples: uma pedra antiga, a mesma possui ricas expressões de simbologias. Os símbolos tão bem foram tratados pelo sociólogo francês, Pierre Bourdieu, em sua obra “O poder simbólico”. O trabalho com estas fontes e suas representações são meticulosos e bem caudalosos.
            Outra importante gama de materiais de pesquisas são os famosos impressos, ou os populares periódicos: cartas, jornais, revistas, diários e etc. Os séculos passados e também o XXI deixaram e deixam para os estudiosos e pesquisadores, sabores e dissabores, que dão o clima da pesquisa, seja ela histórica, sociológica, filosófica e ou antropológica. A década de 70, do século XX produziu para o Brasil à abertura de mexer neste vasto mundo rico e interessante. Imaginem os séculos XIX, XVIII, XVII, XVI... O que temos de coisas escritas que não foram periodizadas releva uma lacuna temporal, mas que, em outro momento, o da documentação, se faz imponente.
            As fontes orais e biográficas representam momentos de alto e baixo na história da historiografia e como diz Juradir Malerba, em “A História Escrita”, não há como deixar de ouvir e produzir oralmente e biograficamente o passado e suas conexões com o presente. Quem nunca ouviu de seus antepassados histórias orais e as guardou na mente? Quem nunca escutou falar da história de pessoas relevantes para o mundo, e aqui, destaco: Sócrates, Jesus Cristo, os césares, faraós, políticos etc etc... Pois é, as fontes orais merecem todo um requinte no seu tratamento e as fontes biográficas guardam para nós valiosos momentos vividos pelos outros e recontados por quem domina a noção de historicidade.
            Ao fim e ao cabo, as fontes tecnológicas estão aí a todo vapor. São rápidas, perigosas, instigantes e tentadoras. Há quem não desgrude mais dos caprichos proporcionados pela tecnologia e seus mil e uns suportes. São redes sociais, são programas de softweres e tudo isto numa proporção intensa, muitas vezes pragmáticas, mas, reitero: PERIGOSAS!!! Em todo tempo é preciso saber usá-las e fazer isto com dinamismo e coerências temporais, emocais e, principalmente, racionais. Se fossemos falar aqui delas teríamos que usar o espaço por um todo, pois as mesmas já dominaram o mundo. Pagamos cartões, compramos, amamos, somos recíprocos e viajamos num mundo de rapidez, fluidez e liquidez.
            À guisa de considerações finais, falar de fontes, é falar de conhecimento, verdades, inverdades, temporalidades e cabe a cada um profissional da informação ser ético, coeso e preciso naquilo que se propor a fazer.


MENESES, Hérick Dayann Morais de, 2017.

6 comentários:

  1. Hérick, fico esperando às sextas-feiras para ver a supresa que você nos traz. É tão gostoso de ler, que parece um desfile de moda, ou de uma escola de samba. Nesse caso, a riqueza e o lixo estão na forma linda que deleitas o conhecimento. Parabéns, meu amigo.

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  2. Fico muito feliz de ler esses belos textos continue sempre.

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  3. Herick obrigada por condividir conosco esses textos maravilhosos!

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  4. Amigo, cria uma página no face pra divulgar seus textos tb! Um beijo, Eliana Calado.

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  5. Escrita leve e precisa, diz o que se propõe de forma simples, gostosa de se ler! Deveria ter feito isto há mais tempo meu amigo e colega de ofício!

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