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A FELICIDADE ESTÁ NAS AÇÕES TEMPORAIS?


Uma questão tem sido alvo de grandes debates mundo afora: a questão temporal... Esta, por sua vez, é, fundamentalmente, uma questão histórica. Sempre ouvimos por aí: "dia corrido"; "não tenho tempo para mais nada"...

Hoje, ao ouvir a belíssima música oração ao tempo de Caetano Veloso, na voz de Maria Gadú, comecei a fazer estes questionamentos também acerca do tempo, mas, como sempre, me apoio nos historiadores, filósofos, sociólogos e antropólogos para ter uma explicação bem fundamentada.

Devaneios não é uma marca que de fato caracteriza o métier destes cientistas... LE GOFF acusa o tempo como um imponente ser... BoaVentura de Souza SANTOS diz que ele globalizou-se a tal ponto que perdemos a identidade do que vem dele. Pois é, ainda acredito que há tempo para tudo: para vencer, perder, amar, sofrer, driblar. O que devemos fazer é potencializar e adequar nossas metas ao "senhor do destino" (o tempo). Se correr, chega mais rápido, mas pode ser perigoso. Se for com mais calma também chega e, ainda, pode ser perigoso.

Esta questão será sempre atual, paradoxal, modista, mas que devemos ir levando cada situação à especificidade do seu, do meu tempo. Portanto nunca teremos um tempo único, ele será sempre multifacetado.

As minhas ações temporais não serão iguais aos de outros, portanto, nossas fraquezas, certezas, verdades e ações dependem exclusivamente de nós, dos nossos impulsos.

Corroborando São Tomás de Aquino há tempo para tudo e tudo depende do tempo. Portanto, saudemos-o e levemos os fatos mediante as ações que a vida nos impõem, sendo antes de tudo éticos, honestos, porém, lúcidos. A felicidade não está no tempo, está em nós!!!

(MENESES, Hérick D. M. de)


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