Fatos históricos, políticos, econômicos e sociais. A História, relida e recontada.

BLOG DO HÉRICK MENESES: Temporalidades: o jogo da vida e a vida em jogo!





Há tempos que tenho me debruçado a escrever sobre o tempo presente, uma das muitas reflexões do conhecimento que amo: o histórico. Não é exclusivo apenas dele. Vários campos do saber dialogam conosco (historiadores). Nesta noite calma e pacata, pensei em um novo tema para nosso blog: as temporalidades!!
O cosmo entende que escrever a história do tempo presente é uma tarefa árdua e cara aos historiadores, por seus dissabores, amores, inflexões, inventariações. O jogo que estamos atrelados em um curto espaço de tempo é a vida. E por ser ela a protagonista, está sempre em jogo. Paradoxo? Metáfora? Anacronismo?? Hum, ainda não sabemos, porque é complexo.
No entanto, ao fim e ao cabo, uma questão é real e surreal, é temporal e a temporal: os comportamentos dos humanos neste jogo, que não dá empate, precisa de prorrogação, em diversos nexos e anexos e os juízes (despreendidos de religiosidades) somos nós. Sabe a sensação do dever cumprido misturado com o fardo das razões incertas. Das mentes ainda inseguras? Das vidas totalmente lúdicas?  Pois é, nós, imbuídos desta magia (a vida em jogo) muitas vezes não nos damos conta do quão grande é difícil articular fé, família, amor, razões e emoções nela que está inexoravelmente em jogo: a vida.
Na pluralidade das emoções, as pessoas evidenciam mais do que as outras e esbanjam àquilo que não tem (aí pensem em tudo, do real ao material). Porém, uma coisa é mais forte do que qualquer jogo e nós somos capazes de marcar a falta sem medo de errar. Olhe, não é uma partida de futebol, mas tem jogadores, bandeirinhas, bolas e até torcida. O estádio é o imenso polo de onde estamos e o percebemos.
O jogo da vida te dá as cartas de uma razão irracional (confuso, né? elíptico??, mas é assim mesmo que ensejo), de uma verdade que vem gritando de longe e você escuta facilmente. A vida em jogo, mais amadurecida, te apresenta à certeza do real, sem irracionalidade. Tudo é perfeito, parece um quebra cabeça onde todas as peças se encaixam. Os toques, as sensações, as palavras... Hum, este jogo dá a ideia de vitória. Mas, não é.
Então, existem dois adendos: viver jogando com a vida, mesmo sabendo que os jogadores deste teu time são mutáveis, ou levando ela como um jogo já vencido, tendo a maturação de que as peças deste xadrez já é conhecida e já está arraigada também aos teus princípios. O processo requer muita acuidade e cautela.
É com base em LEVIS STRAUSS, CHARTIER, BOURDIEU E BARROS que fundamentamos a lógica deste gongorismo, ressaltando que viajamos pelos universos certeurianos de que se é preciso entender o lugar, processo, escrita, cotidiano e as razões sociais.
A guisa de conclusão, quem terá o cartão vermelho? Quem vencerá este jogo?? É o que deixaremos para as vossas considerações. O resultado delas, eu conto a vocês depois, mas, bem depois...

(MENESES, Hérick D. M. de)






6 comentários:

  1. Excelente. Objetivo. A ideia de apresentar o texto em metáfora foi rica. Parabéns, Hérick.

    ResponderExcluir
  2. A palavra é morta mas também pode ser viva a depender de quem a manuseia! Tanto orgulho de você e ao mesmo prazer em lê-lo meu nobre historiador e amigo!

    ResponderExcluir
  3. Aplausos que belo texto e uma realidade bem escrita. Parabéns Hėrick

    ResponderExcluir

Tecnologia do Blogger.